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11.05.2018

Especial 39 anos de ABGS: Entrevista com Paulo Cezar Pacheco

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Presidente da entidade de 2006 a 2012 fala sobre sua gestão e sobre o futuro e a importância do golfe sênior

Dentro da programação especial em comemoração aos 39 anos da fundação da entidade, a Associação Brasileira de Golfe Sênior (ABGS) entrevistou Paulo Pacheco, que presidiu o golfe sênior brasileiro de 2006 a 2012, antes de assumir a presidência da Confederação Brasileira de Golfe (CBG) de 2013 a 2016. Nessa entrevista, Paulo Pacheco fala de seu envolvimento com a entidade, de suas realizações e de sua visão para o futuro do golfe sênior do Brasil.

 

 

ABGS – Como você se envolveu com a ABGS, como surgiu a ideia de ser presidente da entidade e quais eram seus objetivos?

Paulo Pacheco – Não havia uma intenção premeditada e tampouco houve um trabalhado com esse objetivo. Por ser um golfista nacional e internacionalmente muito ativo, fui convidado a compor o Conselho e a Vice-Presidência regional da entidade no Rio de Janeiro. Desta forma, coloquei-me a serviço da ABGS, propondo algumas ideias e ajudando aos amigos em suas ações na entidade.

O presidente da ABGS na época, o amigo Alvaro Torres, começou a manifestar sua vontade em deixar o cargo, que já tomava muito do seu tempo. Ele precisava cuidar de sua esposa, que estava enferma. Em um Campeonato Sul-Americano realizado na Venezuela foi-me feito o primeiro convite para uma candidatura à presidência da entidade e de pronto recusei. Entretanto esta era a ideia de alguns amigos e, com o conhecimento do Alvaro, a ideia tomou força e acabei aceitando.

O primeiro objetivo era tentar eliminar uma incompatibilidade entre um grupo de São Paulo com a direção de Porto Alegre. que naquele momento estava trazendo discórdia entre amigos. O segundo era dar uma nova dimensão nacional e internacional à ABGS.

 

ABGS: Durante sua permanência na presidência da ABGS, a entidade sofreu mudanças importantes. Quais foram as mudanças que você e sua diretoria implantaram, com que objetivos e quais os resultados

PP: Foram muitas as mudanças, todas visando dar maior notoriedade para a entidade. Criamos uma nova marca para ABGS, criação profissional, tornando-a atual, com visão de futuro. Criamos ações importantes de marketing que deram à ABGS um crescimento exponencial, não só em número de membros, mas também em visibilidade.

Instituímos sorteios de carros, demos apoio a instituição beneficente, criamos um número infinitamente maior de torneios e uma festa de encerramento com shows memoráveis de artistas como Ivan Lins, Jorge Ben Jor, Toquinho, MPB-4, entre outros, que passou a ser o momento mais esperado por todos da entidade.

Criamos ainda a Volta ao Mundo com a ABGS, que proporcionou visitas a lugares não antes tão procurados por parte dos golfistas brasileiros como Ilha da Madeira, Tunísia, Sicília, Portugal, Itália, Espanha, França, Estados Unidos. Estes foram alguns dos belos lugares que tivemos o prazer de desfrutar.

 

ABGS: Nos últimos anos a ABGS vem tendo representatividade cada vez maior em São Paulo, mas vê suas atividades diminuírem em polos antes importantes como Paraná e Rio Grande do Sul e no restante do Brasil. Por que, no seu entender, isso acontece e como fazer a entidade voltar a crescer nacionalmente?

PP: Primeiramente os tempos são outros, os custos das viagens, principalmente internas, estão cada vez mais caras, a criminalidade que assola o país já há alguns anos etc. Acredito que a direção atual, que vem realizando um bom trabalho, está atenta e certamente encontrará um caminho adequado para reverter esta situação. Eu estou afastado da ABGS por força de outros compromissos, porém tenho planos de voltar a desfrutar de bons momentos com os amigos antigos e com os novos que irei conhecer.

 

ABGS: Quais são, a seu ver, os maiores desafios da ABGS para um futuro próximo e em longo prazo?

PP: Manter a ABGS ativa, com foco esporte e continuar dando transparência total da gestão da entidade. A credibilidade é o motor que nunca se apaga.

 

ABGS: Qual a importância da ABGS para o golfe brasileiro, como a entidade pode contribuir para o esporte?

PP: A missão da ABGS é torna o golfe – principalmente para a terceira idade – possível, agradável e principalmente sociável. Estes fundamentos atingem as famílias às vezes até a quarta geração, com os jovens assistindo a alegria dos avós e pais vivendo em harmonia social e praticando um esporte extremamente agradável. Claro que o registro dentro do lar acontece naturalmente.

 

ABGS: Qual mensagem você deixaria para os golfistas seniores e pré-seniores (agora abrangendo a faixa de 40 a 54 anos), e para os que estão chegando à idade de entrar para a entidade?

Eles devem se divertir ao máximo junto à ABGS sabendo que a vida é efêmera e que se a oportunidade lhes foi dada não deve ser desprezada. A continuidade da ABGS depende dos que chegam, a renovação é própria da vida.

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